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Histórias de professores

NÃO DEIXEM DE LER ESTE E-MAIL.  É CARTA DE UMA PROFESSORA
MINEIRA PARA A PRESIDENTE DILMA ROUSSEF.  TENHO CERTEZA QUE VÃO GOSTAR.  E  REPASSEM PARA OS SEUS AMIGOS.  È LONGA, MAS VALE A PENA SER LIDA.  UM SENHOR PROTESTO, BEM FUNDAMENTADO.
“A MANEIRA MAIS SEGURA DE PERPETUAR A MISÉRIA É DAR
ESMOLAS AOS POBRES, AO INVÉS DE ESCOLAS E EMPREGOS”

CALHEIROS BONFIM

BRASIL  CARINHOSO

Bom dia, dona Dilma!

Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO.

Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA!  É preciso que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de controle dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.

Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para “engordar” sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano qüinqüenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.

É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a platéia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente.

Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora. Sou bastante madura,  bastante politizada, marxista, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do “quanto pior, melhor”. São discricionários, praticantes do “bullying” mais indecente da História do Brasil.

Em 1988 a Assembléia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são iguais perante a lei*.  Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição, enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seumodus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei, menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola. A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp. Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro quente, para não deixar dúvida de que são mal-nascidos. Não fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação. Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou?  O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a atual presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma?  Oi, por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!

Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com professores bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é disto que o Brasil precisa. Para ontem.  De ensino técnico, profissionalizante. Para ontem. Nossa grade curricular é tão superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe calcular juros.  Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais. Em casa não sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a estudantA  brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste. Nossos meninos e jovens lêem (quando lêem), mas não compreendem o que leram.  Estamos na rabeira do mundo, dona Dilma. Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino o assunto. Fui a vida toda professora regente da escola pública mineira, por opção política e ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus professores. A educação de Minas é uma vergonha, a senhora é mineira (é?), sabe disto tanto quanto eu. Meu contracheque confirma o que estou informando.

Seu presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se anunciasse apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer isto? Eu ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo, mesmo que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina.

A senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa. De escola em tempo integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro refeições diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas, evidentemente.  Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem cuidado, sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos alunos e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis, para estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em instalações individuais para um máximo de quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro, virando a esquina de casa. De zero a dezessete anos. Dê um pulinho na Finlândia, dona Dilma. No aerolula  dá pra chegar num piscar de olhos. Vá até lá ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade e resultado. Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam. Lá eles permanecem. Aqui a evasão é exorbitante. Educação custa caro? Depende do ponto de vista de quem analisa. Só que educação não é despesa. É investimento. E tem que ser feita por qualquer gestor minimamente sério e minimamente inteligente. Povo educado ganha mais, consome mais, come mais corretamente, adoece menos e recolhe mais imposto para as burras dos  governos. Vale à pena investir mais em educação do que em caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta.

Antes que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar não tem nada a ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida capaz de evitar a legalização do controle de natalidade, que é uma medida indesejável, apesar de alguns países precisarem recorrer a ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade foi a segunda do Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS. Eu, vereadora à época, fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma vaidade, apenas para a senhora saber com quem está falando.

Senhora Presidenta, mesmo não tendo votado na senhora, torço pelo sucesso do seu governo como mulher e como cidadã. Mas a maior torcida é para que não lhe falte discernimento, saúde nem coragem para empunhar o chicote e bater forte, se for preciso. A primeira chibatada é o seu veto a este Código Florestal, que ainda está muito ruim, precisado de muito amadurecimento e aprendizado. O planeta terra é muito mais importante do que o lucro do agronegócio e a histeria da reforma agrária fajuta que vocês estão promovendo.  Sou  fazendeira e ao mesmo tempo educadora ambiental. Exatamente por isto não perco a sensatez.  Deixe o Congresso pensar um pouco mais, afinal, pensar não dói e eles estão em Brasília, bem instalados e bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se durante o processo eleitoral que se aproxima. Pega mal quando um político usa a máquina para beneficiar seu partido e sua base aliada. Outros usaram? E daí? A senhora não é “os outros”. A senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro para ser a presidentA do Brasil, e não a presidentA de um partidinho de aluguel, qualquer.

Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro. Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido, que, junto com os homens produtivos, geradores de empregos, pagadores de impostos, sustentamos a carruagem milionária e a corte perdulária do seu governo tendencioso, refém do PT e da base aliada oportunista e voraz.

A senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários da Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar qualquer trabalho de carteira assinada, por medo de perder o benefício. Estou firmemente convencida de que este novo programa, BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar o problema de ninguém, ainda tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social, sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar nenhum. E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está na mira dos desempregados do mundo inteiro, a maioria qualificada, que entrarão por todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis, se contentando até mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e brasileiras vão ficar chupando prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à delinqüência e às drogas.

Quem cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos, o que eu mais queria era poder envelhecer despreocupada, apesar da pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível. Apesar de ter lutado a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos meus descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos a obrigação de votar e o direito de votar e ser  votado, mas gostou da sacanagem de manter a maioria silenciosa no ostracismo social, desprecisada  e desinteressada de enfrentar o desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor do seu rosto. Sem dignidade, mas com um título de eleitor na mão, pronto para depositar um voto na urna, a favor do político paizão/mãezona que lhe dá alguma coisa. Dar o peixe, ao invés de ensinar a pescar, esta foi a escolha de vocês.

A senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para eu pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar. Num país com taxa de crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista, burro-de-carga  brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta e o dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça dos miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos, pense bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola, o bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais. Esta sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou niente?  Gostaria que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o quantitativo de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e outra de dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta chamada de capital.  Democracia é isto, minha cara. Transparência. Não ofende. Não dói.

Ah, antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE.  Não sou impertinente nem desrespeitosa, sou apenas professora de latim, francês e português. Por favor, corrija esta informação.

Se eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare na Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a senhora nunca saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então vai pela internet. Com pessoas públicas a gente fala publicamente para que alguém, ciente, discorde ou concorde. O contraditório é muito saudável.

Não gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me incomoda. R$2,00 (dois reais) por dia para cada familiar de quem tem em casa uma criança de zero a seis anos, é uma esmolinha bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona Dilma? Carinho de presidentA da república do Brasil neste momento, no meu conceito, é uma campanha institucional a favor da vasectomia e da laqueadura em quem já produziu dois filhos. É mais creche institucional e laica. Mais escola pública e laica em tempo integral com quatro refeições diárias. É professor dentro da sala de aula, do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.

Eu podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer da corrupção escandalosa o meu assunto para esta catilinária. Mas não. Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo mais grave, que é um desvio de conduta de líderes políticos desonestos, chamado populismo, utilizado para destruir a dignidade da massa ignara. Aliciar as classes sociais menos favorecidas é indecente e profundamente desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito, analfabetos, excluídos? Os miseráveis são.  Mas votam, como qualquer cidadão produtivo, pagador de impostos. Esta é a jogada. Suja.

A televisão mostra ininterruptamente imagens de desespero social. Neste momento em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando oportunidade de trabalho.Enquanto isto, aqui no País das Maravilhas, a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona Dilma!

Pode ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência da minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia para sustentar a máquina extraviada do governo petista.

Último lembrete: a pobreza é uma conseqüência da esmola. Corta a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.

Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por quê?  Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.

Atenciosamente,

Martha de Freitas Azevedo Pannunzio

Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012

marthapannunzio@hotmail.com CPF nº 394172806-78

*CONSTITUIÇÃO FEDERAL

TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

DE:      Vanessa Franca
PARA: Adolfo JoséAna Paula Pinheiro UEG , Ana Paula Cunha – professora UEG110 mais…                 Mensagem sinalizada
Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012 2:1

Muito interessante o texto.

Espero que leiam e divulguem.

Abraços,

Vanessa

CARTA ABERTA DE UM PROFESSOR AO GOVERNADOR MARCONI PERILLO

Espero que o senhor Governador encontre tempo, paciência e tolerância para ler esse texto longo de um ex-participante do romântico e idealista PMDB Jovem dos anos 80. Esse grupo que admirava e defendia os ideais da social democracia pregados por lideranças como Ulisses Guimarães, Mário Covas, Teotônio Vilela, Franco Montoro, Tancredo Neves e Henrique Santillo, cujas fotos o senhor fazia questão de expor sob o vidro de sua pequena mesa, numa sala acanhada da assessoria do Governador Santillo.

Lembro-me de quando o senhor ainda jovem, antes mesmo de enfrentar as urnas pela primeira vez, presidia o PMDB Jovem. Tive o prazer de participar de reuniões políticas em tempos pré-constituíntes de 1988, principalmente em Goiânia, Uruaçú e Niquelândia, como membro do diretório do PMDB de Uruaçú. Dessas reuniões participavam gente como Wagner Camapum,  Gugu, Zé Alvorada, Eduardo Campos, Goiás Martins, Carlos Rosemberg e o pessoal do Joaquim Thomaz de Aquino. Todos coadjuvantes, à exceção do Joaquim Thomaz e do senhor que começava a se despontar entre a gente. Sempre nos acompanhava nas reuniões o Frederico Jayme, uma espécie de tutor do grupo, político influente e experiente na época, de quem aprendemos muito.< /p>

Lembro-me também quando eu e o Gugu quisemos levar luz elétrica para uma parte que faltava da Vila Nossa Senhora D’Abadia, em Uruaçú, e contamos com sua ajuda. O senhor nos acompanhou à CELG e conseguiu autorização para o serviço com o Governador Santillo e o presidente da CELG da época, se não me falha a memória, Juarez Magalhães. Depois que a energia foi instalada, o Luis Pauferro indagava ironicamente ao povo se “três meninos tinham lá alguma força pra colocar energia ali…” Passamos por mentirosos e ele com a fama de ter levado aqueles poucos postes com fiação para o complemento daquela rede elétrica.

Depois desse tempo a vida nos levou por caminhos diferentes e perdemos o contato proporcionado pelas reuniões políticas. Atualmente sou professor de adolescentes no ensino fundamental de numa escola pública municipal de Goiânia e também professor em duas faculdades particulares.

Esta carta contém críticas a pelo menos um aspecto da política educacional de seu Governo, que discorrerei adiante. Sou consciente das suas limitações como governante sabendo que precisas administrar os naturalmente agressivos jogos de interesse do poder. Da mesma forma acredito que as boas intenções que embalaram os projetos políticos da nossa geração ainda permanecem em ti.

Por causa dessa carta, não me tenhas como inimigo. Não o sou e não tenho motivos para sê-lo. Acho que as melhores e mais construtivas críticas são aquelas que partem de lugares e de pessoas cujas pretensões não são suspeitas. Essas críticas costumam beneficiar muito mais do que os bajulos de palavras interesseiramente agradáveis.

Também não me tenhas como adversário político. Desde aquela época deixei de militar na política partidária e não tenho pretensões nesse sentido. Nesse clima de greve dos professores, não me tenha como representante do SINTEGO. Não milito em política sindical e comunitária desde os anos 80 quando estava em Uruaçú e Niquelândia. Portanto, não pertenço ao SINTEGO e não tenho qualquer tipo de ligação com a sua política sindical e com os seus dirigentes. Essa carta é mesmo pessoal, apenas a carta reflexiva de um professor. Minha intenção com esse texto é ajudar o seu Governo e à sociedade ao expressar um sentimento particular mas que pode ser comum a muitos professores Goiás adentro.

Não é minha intenção desrespeitá-lo e nem ofendê-lo com as palavras e com os posicionamentos. Afinal, oro pelo sucesso do seu Governo assim como Paulo nos recomenda em I Timóteo 2:1-4 que devêssemos orar pelas autoridades constituídas para que vivêssemos dias de paz. Um governo bom e justo corresponde exatamente ao anseio do povo. Essa recomendação de Paulo, porém, longe de ser uma oração de concordância ou conivência com toda e qualquer prática governamental, é no sentido de uma oração profética, baseada no amor e na misericórdia. Uma oração que aponte os possíveis desvios de rumo dos governantes a fim de que sejam corrigidos, que denuncie os seus males e as suas injustiças, tudo isso para a paz e o bem comuns.

Desejo-lhe melhoras na saúde e torço muito para que o seu governo alcance a plenitude de um esforço que seja voltado para a correção, de acordo com a melhor justiça, para o bem estar das nossas famílias goianas no presente e no futuro.

O motivo principal dessa carta é manifestar minha angustia e decepção com a mudança na política das “gratificações por titularidade” dos professores titulares e aposentados da Rede Estadual. Sei que a classe em greve reivindica outras coisas, concernentes ao “pacto pela educação”, mas não quero entrar no mérito delas. Minha atenção nesse texto está voltada exclusivamente para a mudança equivocada e desnecessária dessas gratificações, que é o ponto mais sensível e explosivo das alterações.

Portanto, a mudança nas gratificações é equivocada porque é um direito conquistado depois de décadas de luta, desde o antigo e briguento CPG. Essas gratificações que não são em valores tão expressivos, representam um incentivo a mais à formação continuada do professor que deseja cursar especialização, mestrado e doutorado. O conhecimento e as informações adquiridas nesses cursos têm ampla repercussão social porque, além de servirem à vida do próprio professor, servem também à sua família, ao seu contexto social e à formação geral do alunado.

O ato de incorporar as gratificações ao salário do professor traz consequências sociais irreparáveis. Serve para desanimar e desestimular o educador que busca formação em nível de pós-graduação. Com isso, acrescenta-lhe prejuízos pessoais, ao seu contexto familiar e social e também ao alunado.

Essa medida que superestima o real valor do salário do professor pode até encontrar ressonância junto à opinião pública, mas isso porque ela não conhece como os números foram compostos. Aos professores que discernem o ocorrido, essa medida traz desgaste e instabilidade emocional para quem já trabalha no limite das suas forças. O desgaste, porém, não é somente para os professores mas também para o governo que gratuita e desnecessariamente se arranha no âmbito político.  Governo que poderia estar colhendo o bônus e não o ônus das mudanças na Educação.

Acredito na sua boa intenção ao dar sinal verde para que o Plano fosse aplicado. Acredito também na boa intenção daqueles que elaboraram o Plano. Mas também estou convencido de que houve importantes equívocos na concepção e aplicação do mesmo. Li o Projeto inteiro pelo site do Governo e os comentários pelos jornais. Então me convenci de que, da forma que ele está posto, aponta para situações negativas no futuro da educação em Goiás. Principalmente no que diz respeito à manutenção do bom Profissional de Educação na escola. (o que seria um contra-senso porque o Plano visa justamente agregar, captar bons valores à Educação.) Não vou especificar esses pontos agora porque me dedico ao tema das “gratificações por titularidade”. Mas, sem querer ser catastrófico, a persistir esse modelo, podere mos assistir ao desmonte de estruturas construídas durante décadas, com a história creditando ao senhor Governador, o possível fracasso.

Particularmente gosto da ideia geral do Plano e acho que ele pode ser aplicado na escola com bons resultados. Ele está causando estranhamento e temores que são justificados porque faltou nele os imprescindíveis subsídios da escola. Outro equívoco foi  porque não teve o tempo necessário para a maturação. Fiquei sem entender o porquê da pressa em colocá-lo em prática. Também não entendi o porquê da escolha de não ouvir as escolas durante o processo de construção do mesmo. Assim, por causa de caprichos, estamos deixando passar a oportunidade de construir um grande projeto para a nossa educação.

Mas ainda há tempo para rever os conceitos. Acredito que com alguns ajustes aqui e acolá, bem direcionados, o Projeto venha a ser algo realmente positivo para a nossa educação, conforme desejamos. As idéias da premiação pela assiduidade e pela produtividade são ótimas, desde que ajustadas à realidade escolar e a realidade do profissional nela inserido. Ao contrário do que alguns pensam, acho que não se deve desprezar a aplicação do conhecimento da Economia e da Administração na escola. Essa aplicação, porém, deve ser devidamente contextualizada porque as características estruturantes da escola são diferentes daquelas do comércio, da indústria, dos bancos e de outros serviços públicos. Devemos ter cuidado com os extremos: a rejeição completa dessas contribuições ou a aplicação delas sem a de vida conformação.

Pelo que entendi a partir das entrevistas de Thiago Peixoto,  Secretário de Educação, e dos textos informativos nos jornais, o “pacto pela educação” é um ajuntamento de ideias e experiências educacionais colhidas em diversos lugares e também com pessoas notáveis. Até ai tudo bem. O grande problema do “pacto” é não comportar, em sua concepção, a participação da comunidade escolar do Estado, o que descaracteriza a noção de “pacto”.  O que o próprio Secretário afirma contraditoriamente no site do Governo de Goiás é que “Todo governo que quis mudar a educação, o fez por meio de um pacto social. A partir da próxima semana percorreremos as 38 subsecretarias regionais para apresentar este plano, ouvir sugestõe s e ter validada a reforma que o estado tanto necessita”. Sim, é verdade que à maneira rousseauniana, os acordos sociais estabelecem o funcionamento da engrenagem social. Mas quando há acordo. No caso presente, o Governo não consultou as escolas antes e somente agora vai viajar o estado para apresentar o plano, ou seja, para divulgação e determinar o seu cumprimento.

Pois é. Não me situo entre os que defendem uma Rede de Ensino isolada das influências de outras experiências educacionais. No entanto, as experiências de práticas escolares trazidas de outros lugares precisam conter uma boa margem de flexibilização que possibilite os ajustes que se fizerem necessários, tendo em vista a diferente realidade sócio-cultural das Redes de Ensino e também das escolas em particular.

Quanto as ideias de pessoas notáveis, ou seja, as daquelas “sumidades” da Educação, embora não as despreze de todo, faço-lhes restrições. Muitos dos estudiosos e “especialistas” em Educação falam daquilo que pesquisaram a partir das experiências disponibilizadas pelos outros. Alguns fazem suas carreiras de estudo e trabalho sobre a educação de crianças e jovens, na academia, no jornalismo ou na economia, sem que tenham a esperada experiência em docência para esses grupos.

Acontece de essas pessoas alcançarem notoriedade pública por causa das receitas educacionais que desenvolvem. Alguns trabalham apenas no campo teórico, sem o cheiro do alunado e o rastro na escola, mas mesmo assim calham de prestarem assessoria aos governos. Isso porque, alguns governos tendem a preferir os atalhos e servem-se daqueles que apresentam uma receita nova ou uma mágica atualizada e bem articulada. Então recorrem aos gurus da Educação, aos “Aladins Dimensteins” que circulam por ai, e desprezam a rica experiência dos anônimos ou quase anônimos que estão em sua própria casa, acostumados a transitar tanto na academia quanto na realidade da escola.

Pois bem. Retornemos ao assunto da paralisação. Com a deflagração da greve dos professores, travou-se uma guerra da classe contra Governo. Como toda guerra, essa também é uma batalha estúpida, desnecessária e fruto da insensatez. E como acontece no final de qualquer conflito, o vencedor também perde porque os despojos nem sempre compensam.

Particularmente, não acredito que essa greve vá muito longe porque as forças em disputa são desiguais. Por mais que os professores façam a própria “leitura” do processo e sintam-se prejudicados, suas forças são poucas. As melhores estratégias e as forças de controle estão com o Governo. E quando o Governo não desiste do orgulho, admitindo o erro, e não há misericórdia, vira uma luta de Leão contra Zebra. Isso porque não é difícil dispersar um movimento grevista de professores estaduais quando se coloca a escola para funcionar mesmo que parcialmente.

No plano interno da escola, asfixia-se o movimento com educadores cumprindo estágio probatório e milhares de professores em regime de contrato temporário. Bom seria se o número de contratados temporariamente fosse insignificante. Também conta a pressão governamental exercida sobre os professores via direção escolar e subsecretarias regionais, além da nova arma, o “bônus por assiduidade”.

Externamente, contando com uma equipe de ávidos marqueteiros produzindo notícias e informações de interesse do Governo para serem massificadas à exaustão nos meios de comunicação. Para dar vazão as informações previamente construídas, veículos de comunicação que, por dificuldades de se auto-sustentarem, perdem a liberdade de expressão e se veem dependentes do pagamento das matérias institucionais do Governo.

Não trabalho como professor na SEE, mas já trabalhei como professor contratado. Sou professor efetivo da SME de Goiânia. Minha previsão, baseada em precedente da UEG, é que a alteração das gratificações do professor estadual gere um efeito cascata, alcançando outras redes de ensino. Depois do surgimento desse Plano, já corre rumores de que a Prefeitura de Goiânia quer “rediscutir” o nosso Plano de Carreira. E assim, em nome do enxugamento das despesas, é possível que prefeituras do interior que têm plano de carreira queiram revisá-los, à moda do Estado, e aquelas que não o possuem, não o façam.

Não é de estranhar porque a política salarial para a educação do governo estadual sempre influenciou o nível geral de salário da classe. O longo processo de congelamento e achatamento do salário do “professor temporário” da UEG iniciado em seu primeiro governo, acabou por determinar o salário dos professores de algumas das novas Faculdades particulares do Estado. Aquelas que pagavam melhor também iniciaram um processo de diminuição do salário dos seus professores, inclusive com a demissão de professores de maior salário, para se aproximarem dos salários pagos pela UEG e pelas outras IES que pagam menos.

Quando a Universidade Estadual Vale do Acaraú chegou para Goiás, ela abasteceu-se, prioritariamente, de professores que trabalhavam na UEG, e eu fui um dos seus primeiros professores. Então a diretora da UVA procurou saber quanto a UEG nos pagava e nos deu em torno de R$ 2,00 a mais pela hora/aula. Portanto, servir-se do salário da UEG como parâmetro é um dos motivos porque o salário mensal do professor universitário de boa parte das faculdades particulares é baixo em Goiás. Hoje, um professor universitário de faculdade particular, com nível de mestrado, que tenha carga horária completa no período noturno, ganha por volta de R$ 2.500,00. Para ganhar R$ 5.000,00, ele tem que trabalhar a mesma carga horária também no período matutino, ou seja, 40 horas/aula por semana, sem folga para o planejamento.

Nos últimos dias, decidi programar a minha saída da Educação. Dentre outras coisas, contribuiu para isso o desânimo com esse Plano que, se não for devidamente ajustado, vai refletir negativamente em todo o sistema educacional do Estado. Inscrevi-me em um concurso Federal e hoje me inscreverei em outro. Vou me dedicar aos estudos para ser aprovado em um bom concurso público em nível Federal. Eu não gostaria de deixar a Educação porque gosto de lecionar. Encaro a profissão com responsabilidade social, mas tenho projetos pessoais e familiares que precisam de realização. É uma pena porque, aos 48 anos, encontro-me no auge da maturidade intelectual,  experiência de vida e vivência escolar. Bem que eu gostaria de continuar contribuindo para a formação dos nossos joven s, mas…

Com gratidão pela sua atenção,

Com votos de estima e consideração,

Professor Orley José da Silva,

é mestrando em letras e linguística/UFG, professor no Ciclo III de uma Escola Municipal da Prefeitura de Goiânia e professor em duas Faculdades Particulares.

Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011
Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)
Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio.   Pois bem, olha só o que me aconteceu:   estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para  “fazer uma social”.  Para rever os conhecidos. Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos.
Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender’ e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela.
Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola.
Qual passo dado pela mãe?  Polícia Civil!… Isso mesmo!… tive que comparecer no dia 13/07/11, na  8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores’. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!… Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.
Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com frequência temas relacionados à educação, ”te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país”.
Fica cristalina a visão de que, neste país:
Ø NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES
Ø NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
Ø AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM
Alguns exemplos atuais:
· Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras”…
· Tiririca: R$ 36.000,00 por mês.Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso”…
TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.
Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado? Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar,formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc….
SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:
Ø Educação Física: Futebol;
Ø Música: Sertaneja, Pagode, Axé;
Ø História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dosHeróis do Big Brother; Evolução do Pensamento das “Celebridades”
Ø História da Arte: De  Carla Perez  a  Faustão;
Ø Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;
Ø Cálculo: Percentual de  Comissões e Propinas;
Ø Português e Literatura: ?… Para quê ?…
Ø Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade. Está bom assim? … eu quero mais!…
ESSE É O NOSSO BRASIL …
Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)
Ø BOPE – R$ 2.260,00……………….para  …….. Arriscar a vida;
Ø Bombeiro – R$ 960,00……………..para  ……..  Salvar vidas;
Ø Professor – R$ 728,00……………..para  ……..  Preparar para a vida;
Ø Médico – R$ 1.260,00……………..para  ……..  Manter a vida;
E o Deputado Federal?…..R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).
IMPORTANTE:
Faça parte dessa “corrente patriótica” um instrumento de conscientização e de sensibilização dos nossos representantes eleitos para as Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional e, principalmente, para despertar desse “sono egoísta” as autoridades que governam este nosso maravilhoso país, pois eles estão inertes, confortavelmente sentados em suas “fofas” poltronas, de seus luxuosos gabinetes climatizados, nem aí para esse povo brasileiro. Acorda Brasília, acorda Brasil !…
P.S.: Divulgue logo esta carta para todos os seus contatos. Infelizmente é o mínimo que, no momento, podemos fazer, mas já é o bastante para o Brasil conhecer essa “pouca vergonha”.   As próximas eleições estão chegando!
DE:  Marcello Cunha
CCO:  geladepaula@yahoo.com.br        Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012 9:45
Carta à
Sra. Presidente da República
O negócio é repassar esse e-mail à 110.000.000 de eleitores.
Duvido que a coisa não mude!!!!Excelentíssimo  Sra. Presidente da República Federativa do  Brasil.
Manifesto meu total apoio ao seu esforço de modernização do nosso país.
Como cidadão comum, não tenho muito mais a oferecer além do meu trabalho, mas já que o tema da moda é Reforma Tributária , percebi que posso definitivamente contribuir mais.Vou explicar:
Na atual legislação, pago na fonte 27,5% do meu salário…
Como pode ver, sou um brasileiro afortunado. Sou obrigado a concordar que é pouco dinheiro para o governo fazer tudo aquilo que promete ao cidadão em tempo de campanha eleitoral.
Mesmo juntando ao valor pago por dezenas de milhões de assalariados!
Minha sugestão é invertermos os percentuais:
A partir do próximo mês autorizo o Governo a ficar com 72,5% do meu
salário…
Portanto, eu receberia mensalmente apenas 27,5% do resultado do meu
Trabalho mensal.
Funcionaria assim: Eu fico com 27,5% limpinhos, sem qualquer ônus…
O Governo fica com 72,5% e leva as contas de:
-Escola;
-Convênio médico ;
-Despesas com dentista;
-Remédios;
-Materiais escolares ;
-Condomínio;
-Água;
-Luz ;
-Telefone;
-Energia;
-Supermercado ;
-Gasolina;
-Transporte Escolar ou Coletivo, como preferir
-Vestuário;
-Lazer ;
-Pedágios;
-Cultura;
-CPMF;
-IPVA;
-IPTU;
-ISS;
-ICMS;
-IPI;
-PIS;
-COFINS ;
-Segurança;
-Previdência privada e qualquer taxa extra que porventura seja
repentinamente criada por qualquer dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Um abraço Sra. Presidenta e muito boa sorte,
do fundo do meu coração! 
Ass.: Um trabalhador que já não mais sabe o que
  • fazer para conseguir sobreviver com dignidade.
  • PS: Podemos até negociar o percentual !!!
Agora vejam só a farra do Congresso Nacional :Salário:…………………………………………… ……..R$ 12mil;
Auxílio-moradia……………………………………….R$ 3 mil;
Verba para despesas “comprovadas”……………R$ 7 mil;
Verba para assessores……………………………..R$ 3,8 mil;
Para ‘trabalharem’ no recesso……………… …….R$ 25,4 mil;
Verba de gabinete mensal…………………………R$ 35 mil; e mais
Transporte: Passagens aéreas de ida e volta a Brasília/mês;
Direito a “contratar” 20 servidores para seu gabinete;
13º e 14º salários, no fim e no início de cada ano legislativo; e 90 dias
de férias anuais e folga remunerada de 30 dias.ISSO PARA CADA UM DOS 514 DEPUTADOS !!!!
Esse dinheiro sai dos cofres públicos, ou seja, do nosso bolso !!!Mostre sua indignação e envie este texto a todos os seus amigos e conhecidos para que protestem junto aos deputados federais e senadores.TENHA SANTA PACIÊNCIA! ! ! !
PROTESTE VOCÊ!!!!!!
MANDE ESSA MENSAGEM A TODOS DE SUA LISTA !!!
 

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